domingo, 25 de setembro de 2011

origens das superstições ( origins of superstitions )

  Embora alguns historiadores acreditem que esta crença vem de tempos antigos egípcios, as superstições a cerca dos guarda-sóis dos faraós eram realmente muito diferentes e, provavelmente não relacionadas a crença moderna do guarda-chuva. A maioria dos historiadores acha que o alerta contra guarda-chuva dentro de casa se originou muito mais recentemente, na Inglaterra vitoriana.




Em “Extraordinary Origins of Everyday Things” (tradução livre, “Origens Extraordinárias de Coisas Cotidianas”) (Harper, 1989), o cientista e autor Charles Panati escreveu: “Em Londres do século XVIII, quando os guarda-chuvas à prova d’água de metal começaram a se tornar uma visão comum, o seu mecanismo rígido tornava um verdadeiro perigo para ser aberto dentro de casa. Um guarda-chuva abrindo de repente em um quarto pequeno poderia ferir gravemente um adulto ou uma criança, ou quebrar um objeto. Mesmo um acidente menor poderia provocar palavras desagradáveis ou uma briga, sinal de má sorte em uma família ou entre amigos. Assim, a superstição surgiu como um elemento para impedir as pessoas de abrirem um guarda-chuva dentro de casa”.



Passar por baixo de escada



   Esta superstição realmente tem origem há 5.000 anos no Egito antigo. Uma escada encostada a uma parede forma um triângulo, e os egípcios consideravam esta forma sagrada (como exibida, por exemplo, por suas pirâmides). Para eles, triângulos representavam a trindade dos deuses, e passar por um triângulo era profaná-los.




Essa crença fez seu caminho através dos tempos. “Séculos mais tarde, os seguidores de Jesus Cristo usurparam a superstição, interpretando-a à luz da morte de Cristo”, explicou Panati. “Como uma escada descansou contra o crucifixo, tornou-se um símbolo de maldade, morte e traição. Andar sob uma escada trazia desgraça”.



Na Inglaterra, em 1600, os criminosos eram obrigados a caminhar debaixo de uma escada em seu caminho para a forca.



Espelho quebrado dá sete anos de azar



    Na Grécia antiga, era comum que as pessoas consultassem “videntes de espelho”, que diziam suas fortunas através da análise de suas reflexões. Como o historiador Milton Goldsmith explicou em seu livro “Signs, Omens and Superstitions” (tradução livre, “Sinais, Presságios e Superstições”) (1918), “a adivinhação era realizada por meio de água e um espelho. Isto era chamado catoptromancia. O espelho era mergulhado na água e uma pessoa doente era convidada a olhar para o copo. Se sua imagem aparecia distorcida, ela corria o risco de morrer; se clara, ela viveria”.




No primeiro século d.C., os romanos acrescentaram uma ressalva para a superstição. Naquela época, acreditava-se que a saúde das pessoas mudava em ciclos de sete anos. Uma imagem distorcida resultante de um espelho quebrado, portanto, significava sete anos de má saúde e infortúnio, em vez de morte.



Sal sobre o ombro para evitar o azar



  Derramar sal tem sido considerado azar por milhares de anos. Cerca de3.500 a.C., os sumérios antigos anulavam a má sorte de derramar sal jogando uma pitada sobre seus ombros esquerdos. Este ritual se espalhou para os egípcios, os assírios e, mais tarde, os gregos.




A superstição, em última análise, reflete o quanto as pessoas valorizavam (e ainda valorizam) o sal como tempero para o alimento. A etimologia da palavra “salário” mostra o quão altamente valorizamos isso. De acordo com Panati, “o escritor romano Petrônio, no Satyricon, originou ‘não vale o seu sal’ como opróbrio para os soldados romanos, que recebiam subsídios especiais de porções de sal, chamados salarium – “dinheiro sal” -, a origem da nossa palavra ‘salário’”.



Bater na madeira



  Embora os historiadores digam que isso pode ser um dos costumes mais prevalentes nos Estados Unidos, sua origem é muito duvidosa. “Alguns atribuem isso ao rito religioso antigo de tocar um crucifixo ao fazer um juramento”, Goldsmith escreveu. Alternativamente, “entre os camponeses ignorantes da Europa, pode ter tido o seu início o hábito de bater bem forte para manter os maus espíritos longe”.








A expressão Deus abençoe depois do espirro



  Na maioria dos países de língua inglesa, é educado responder a um espirro de uma outra pessoa dizendo “Deus te abençoe”. No Brasil, também há o costume de dizer simplesmente “Saúde”.




Apesar de encantamentos de boa sorte terem acompanhado em todas as culturas os espirros durante milhares de anos (todos em grande parte ligados à crença de que o espirro expulsa espíritos malignos), esse costume em particular começou no século VI d.C., por ordem expressa do Papa Gregório, o Grande.



A peste terrível estava se espalhando através da Itália na época. O primeiro sintoma era espirros crônicos graves, e isso muitas vezes era rapidamente seguido de morte. O Papa Gregório pediu que os saudáveis orassem pelos enfermos, e ordenou que respondessem a espirros, ao invés do normal “Que você possa desfrutar de boa saúde” pelo mais urgente “Deus te abençoe!”.



Se uma pessoa espirrasse quando estivesse sozinha, o Papa recomendou que dissesse para si mesma uma oração em forma de “Deus me ajude”.



Ferradura para dar sorte



  A ferradura é considerada um amuleto de boa sorte em uma ampla gama de culturas. A crença em seus poderes mágicos remonta aos gregos, que pensavam que o elemento ferro tinha a capacidade de afastar o mal. Não só o ferro, mas a forma da lua crescente para os gregos no século IV era um símbolo de fertilidade e boa sorte.




A crença nos poderes talismânicos de ferraduras passou dos gregos para os romanos, e deles para os cristãos. Nas Ilhas Britânicas na Idade Média, quando o medo da bruxaria era galopante, as pessoas penduravam ferraduras de cabeça para baixo em suas casas e portas. As pessoas pensavam que as bruxas temiam cavalos, e fugiam de qualquer lembrança deles.







Cruzar com gato preto



   Muitas culturas concordam que os gatos pretos são presságios poderosos – mas eles significam coisa boa ou má?




Os antigos egípcios reverenciavam todos os gatos, pretos ou não, e foi lá que começou a crença de que um gato preto cruzar seu caminho traz boa sorte. Sua reputação positiva é registrada novamente muito mais tarde, no início do século XVII na

Inglaterra: o rei Charles I tinha um gato preto como animal de estimação. Após a sua morte, ele disse ter lamentado que sua sorte tenha ido embora. A suposta verdade da superstição foi reforçada quando ele foi preso no dia seguinte e acusado de alta traição.



Durante a Idade Média, as pessoas em muitas outras partes da Europa tinham uma crença bastante oposta. Elas achavam que os gatos pretos eram os “familiares”, ou companheiros, de bruxas, ou mesmo as próprias bruxas disfarçadas, e que um gato preto cruzar seu caminho era uma indicação de má sorte – um sinal de que o diabo estava vendo você.



Esta parece ter sido a crença dominante que os peregrinos trouxeram quando vieram para a América, o que talvez explique a forte associação entre os gatos pretos e a bruxaria que existe no país até hoje.



O número 13 é azar



  O medo do número 13 tem suas origens na mitologia nórdica. Em um conto bem conhecido, 12 deuses foram convidados para jantar no Valhalla, a sala do banquete magnífico em Asgard, a cidade dos deuses. Loki, o deus da discórdia e do mal, chegou de bicão, aumentando o número de participantes para 13. Os outros deuses tentaram expulsar Loki, e na luta que se seguiu, Balder, o favorito entre eles, foi morto.




Os escandinavos evitavam jantares de 13 membros e não gostavam do número 13 em si, crença que se espalhou para o resto da Europa. Ela foi reforçada na era cristã pela história da Última Ceia, em que Judas, o discípulo que traiu Jesus, foi o décimo terceiro convidado da ceia.



Muitas pessoas ainda se assustam com o número, mas não há evidências estatísticas de que 13 dá azar.



Fonte: Life’sLittleMysteries



TRADUÇÃO PARA O INGLES :
 
origins of superstitions




Although some historians believe that this belief comes from ancient Egyptian times, superstitions about the umbrellas of the pharaohs were actually quite different and probably unrelated to the modern belief umbrella. Most historians think that the warning from an umbrella inside the house originated much more recently, in Victorian England.



In "Extraordinary Origins of Everyday Things" (free translation, "Extraordinary Origins of everyday things") (Harper, 1989), scientist and author Charles Panati wrote: "In eighteenth-century London, when the umbrella waterproof ' metal water started to become a common sight, its drive mechanism made a real danger to be opened in the house. An umbrella opening suddenly into a small room could seriously injure an adult or a child, or break an object. Even a minor accident could cause unpleasant words or a fight, a sign of bad luck in a family or among friends. Thus, superstition has emerged as an element to prevent people from opening an umbrella inside the house. "



Pass under a ladder



This superstition actually originated 5,000 years ago in ancient Egypt. A ladder leaning against a wall forms a triangle, and the Egyptians regarded this sacred form (as shown, for example, the pyramids). For them, the triangles represent the trinity of gods, and go through a triangle was desecrating them.



This belief made its way through the ages. "Centuries later, the followers of Jesus Christ usurped superstition, interpreting it in the light of Christ's death," said Panati. "As a ladder rested against the cross became a symbol of evil, death and betrayal. Walking under a ladder brought disgrace. "



In England in 1600, criminals were forced to walk under a ladder on his way to the gallows.



Broken mirror seven years bad luck





In ancient Greece it was common for people to consult "mirror seers", who said their fortunes through the analysis of their reflections. As historian Milton Goldsmith said in his book "Signs, Omens and Superstitions" (free translation, "Signs, Omens and Superstitions") (1918), "divination was performed using water and a mirror. This was called catoptromancia. The mirror was immersed in water and a sick person was asked to look at the glass. If your image is distorted, she ran the risk of dying if clear, she would live. "



In the first century AD, the Romans added a caveat to superstition. At that time, it was believed that people's health changed in cycles of seven years. A distorted image resulting from a broken mirror, therefore, meant seven years of bad health and misfortune, rather than death.



Salt over the shoulder to avoid bad luck



Pour salt has been considered unlucky for thousands of years. About de3.500 BC, the ancient Sumerians canceled out the bad luck to spill salt throwing a pinch over your left shoulder. This ritual has spread to the Egyptians, the Assyrians and later the Greeks.



Superstition, ultimately reflects how much people valued (and value) salt as a seasoning for food. The etymology of the word "salary" shows how highly we value it. According to Panati, "the Roman writer Petronius in Satyricon, originated" not worth his salt 'as a reproach to the Roman soldiers who received special grants of portions of salt, called salarium - "salt money" - the origin of our word 'salary'. "



Knock on wood



Although historians say it may be one of the customs prevalent in the United States, its origin is very doubtful. "Some attribute this to the ancient religious ritual of touching a crucifix when taking an oath," Goldsmith wrote. Alternatively, "among the ignorant peasants of Europe, may have had its beginnings in the habit of knocking loudly to keep evil spirits away."







The expression God bless after sneezing



In most English-speaking countries, it is polite to respond to a sneeze of another person saying "God bless you." In Brazil, there is also the custom of saying simply "Health".



Although good luck charms have followed in all cultures sneezing for thousands of years (all largely linked to the belief that sneezing expels evil spirits), in particular the custom began in the sixth century AD, by the express order of Pope Gregory the Great.



A terrible plague was spreading through Italy at the time. The first symptom was severe chronic sneezing, and this was often quickly followed by death. Pope Gregory urged to pray for the sick healthy, and ordered to answer sneezing, rather than the normal "May you enjoy good health" more urgent by "God bless you."



If a person sneezed when he was alone, the Pope recommended that say for itself a form of prayer "God help me."



Horseshoe for luck







The horseshoe is considered a good luck charm in a wide range of cultures. The belief in magical powers back to the Greeks, who thought the element iron was able to ward off evil. Not only iron, but the shape of the crescent moon to the Greeks in the fourth century was a symbol of fertility and good luck.



The belief in the talismanic powers of horseshoes came from the Greeks to the Romans, and Christians for them. In the British Isles in the Middle Ages, when the fear of witchcraft was rampant, people horseshoes hung upside down in their houses and doors. People thought that witches were afraid of horses, and fled from any recollection of them.







Cross with Black Cat



Many cultures agree that black cats are powerful omens - but they mean something good or bad?



The ancient Egyptians worshiped all cats, black or not, and it was there that started the belief that a black cat crossing your path brings good luck. His positive reputation is registered again much later in the early seventeenth century in

England: King Charles I had a black cat as a pet. After his death, he said he regretted that his luck has gone. The supposed truth of the superstition was reinforced when he was arrested the next day and charged with high treason.



During the Middle Ages, people in many other parts of Europe had a very opposite belief. They thought that black cats were the "family" or companions of witches or even witches themselves hidden, and that a black cat crossing your path was an indication of bad luck - a sign that the devil was watching you.



This seems to have been the dominant belief that brought the Pilgrims when they came to America, which may explain the strong association between black cats and witchcraft that exists there today.



The number 13 is unlucky





The fear of the number 13 has its origins in Norse mythology. In a well-known tale, 12 gods were invited to dinner at Valhalla, the banquet hall magnificent in Asgard, the city of the gods. Loki, the god of discord and evil, came to moke, increasing the number of participants to 13. The other gods tried to expel Loki, and the ensuing struggle, Balder, the favorite among them was killed.



The Scandinavian avoided dinners and 13 members did not like the number 13 itself, a belief that has spread to the rest of Europe. It was reinforced in the Christian era in the history of the Last Supper, where Judas, the disciple who betrayed Jesus, was the thirteenth guest at supper.



Many people still shy away from the number, but there is no statistical evidence that 13 is unlucky.



Source: Life'sLittleMysteries

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