domingo, 25 de setembro de 2011

Desemprego e Religião: como a fé muda a percepção de uma crise ( Unemployment and Religion: how faith changes the perception of a crisis )

   Uma pesquisa publicada nesta semana mostra que a religião tem um papel significativo na maneira como as pessoas veem as possíveis soluções para as dificuldades econômicos de seu país. O estudo feito pela Baylor University, de tradição batista, foi apresentado em uma reunião da Associação de Jornalistas de Religião.




Os norte-americanos que acreditam que Deus tem um plano para sua vida são mais propensos a pensar que o governo “já faz muito”, e se opõem aos subsídios de desemprego para pessoas saudáveis, além de estar mais propensos a acreditar no “sonho americano” (tudo é possível para aqueles que trabalham duro).



“Estes são tempos difíceis. Nos últimos três anos, os norte-americanos sofreram com uma enorme crise financeira e imobiliária, recessão e desemprego. A missão desta análise é avaliar o que eles sentem sobre sua vida nestes tempos tumultuados. Será que ainda acreditam no sonho americano? Será que sentem que têm controle sobre sua vida?” , explicou F. Carson Mencken, diretor da pesquisa e professor de sociologia da Baylor.



Dos 1.714 entrevistados pela universidade, 40,9 % disseram “concordo totalmente que Deus tem um plano para mim”, enquanto 32,2% responderam “concordo”; 12,3% assinalaram “discordo” e 14,6% afirmaram “discordo totalmente “.



Há um grande contraste entre o que acreditam totalmente num plano divino e os que discordam totalmente quando se trata de das novas regras para o seguro desemprego – 52,6% contra 21,1%.



Geralmente, as pessoas que acreditam na desregulamentação do governo acreditam mais no plano de Deus, porque “as perspectivas econômicas estão intrinsecamente ligadas à visão de mundo das pessoas”, disse o pesquisador Paul Froese.



A pesquisa também mostrou a relação entre a renda e a crença num plano de Deus. Os que não creem são duas vezes mais propensos a ter altos salários que os mais crentes. Dados similares mostram uma conexão entre o nível de educação e crença religiosa. Enquanto 42,6 % dos descrentes tinham diploma universitário, contrastante com apenas 32,8% dos crentes mais enfáticos.



A pesquisa da Baylor foi divulgada em meio a um debate entre os evangélicos norte-americanos. Organizações como o Sojourners têm apelado para o que chamam de “sacrifício compartilhado”, frase retirada de Mateus 25:45. Ao mesmo tempo, outros têm defendido o chamado “evangelho da prosperidade ”, que inclui a crença de que Deus abençoará financeiramente todos aqueles que creem.



Além da crença de que Deus tem um plano para suas vidas, a pesquisa Baylor perguntou aos participantes sobre o significado da vida, a ligação entre religião e saúde mental, crenças sobre o céu e o inferno e crenças sobre a homossexualidade. Os resultados da pesquisa completa podem ser encontrados aqui .



Fonte: Ag Pavanews



TRADUÇÃO PARA O INGLES :
 
 
Unemployment and Religion: how faith changes the perception of a crisis




A survey published this week shows that religion plays a significant role in how people see the possible solutions to the economic difficulties of their country. The study by Baylor University, Baptist tradition, was presented at a meeting of the Association of Journalists of Religion.



Americans who believe that God has a plan for your life are more likely to think that the government "it is high," and opposed to unemployment benefit for healthy people, and be more likely to believe in the "American dream "(Everything is possible for those who work hard).



"These are difficult times. In the last three years, the Americans suffered a huge financial and property crisis, recession and unemployment. The mission of this analysis is to evaluate what they feel about your life in these tumultuous times. Do we still believe in the American dream? Did they feel they have control over your life, "said F. Carson Mencken, research director and professor of sociology at Baylor.



Of the 1,714 respondents by the university, 40.9% said "I totally agree that God has a plan for me," while 32.2% responded "agree", 12.3% indicated "disagree" and 14.6% said they "strongly disagree ".



There is a stark contrast between what they believe in a divine plan completely and totally disagree with that when it comes to the new rules for unemployment insurance - 52.6% versus 21.1%.



Generally, people who believe in deregulation of the government believe more in God's plan because "the economic prospects are inextricably linked to the worldview of the people," said researcher Paul Froese.



The survey also showed the relationship between income and belief in God's plan. Those who do not believe are twice as likely to have high salaries that most believers. Similar data show a connection between the level of education and religious belief. While 42.6% of the disbelievers had a university degree, contrasting with only 32.8% of believers more emphatic.



Baylor's research was published in the midst of a debate among American evangelicals. Organizations like the Sojourners have appealed to what they call "shared sacrifice", a phrase taken from Matthew 25:45. At the same time, others have defended the so-called "prosperity gospel" which includes the belief that God will bless all those who believe financially.



In addition to the belief that God has a plan for their lives, the Baylor survey asked participants about the meaning of life, the connection between religion and mental health, beliefs about heaven and hell and beliefs about homosexuality. The complete survey results can be found here.



Source: Ag Pavanews

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